Santa Dulce dos Pobres recebe mais uma homenagem

Senado aprova dia que homenageia a santa brasileira

13 de agosto pode se tornar o Dia Nacional de Santa Dulce dos Pobres. Homenagem que o senado institui à Irmã Dulce. O projeto (PL 4.028/2019) foi aprovado pela Comissão de Educação (CE) na última quinta (18) e segue para verificação na Câmara dos Deputados.

A princípio, o projeto previa que a homenagem fosse feriado nacional. Mas, para não impactar economicamente, o autor da proposta, Angelo Coronel (PSD-BA), sugeriu cortar o feriado, tornando o 13 de agosto “Dia Nacional da Santa Dulce dos Pobres”. A data foi escolhida porque 13 de agosto já é, tradicionalmente, dia de homenagens à Irmã Dulce por todo o estado da Bahia.

A proposta de um “Dia de Santa Dulce dos Pobres” precisa passar pela análise da Câmara dos Deputados e, caso seja aprovada, precisa de sanção presidencial para entrar em vigor.

Irmã Dulce foi canonizada em outubro de 2019. 27 anos após a morte. É a primeira santa genuinamente brasileira. Ainda em vida, ficou conhecida como “Anjo Bom da Bahia”.

Inicialmente, 13 de março foi escolhido porque é o dia da morte da freira. Mas, o relator do projeto na Comissão da Educação, senador Flávio Arns (Podemos-PR), ressaltou que essa data já é, tradicionalmente, voltada à lembrança de Irmã Dulce, na Bahia.

Quadro que retrata Irmã Dulce como a Santa dos Pobres

Nascida em Salvador, em 26 de maio de 1914, foi batizada como Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes. Desde jovem, já mostrava tendência à vida religiosa e ao auxílio dos pobres. Em 1933, foi aceita como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, no estado de Sergipe.

Em 13 de agosto de 1933, fez a sua profissão de fé, tornando-se freira. Daí nasce a data litúrgica. Escolheu o nome de Irmã Dulce em homenagem à mãe, Dulce Maria de Souza Brito, morta quando a freira tinha apenas sete anos de idade.

Em 1934, irmã Dulce voltou à capital da Bahia, onde atuou como professora. Mas o auxílio aos pobres foi o ponto alto da vida da religiosa.

Em 1949, um episódio se destaca na vida de Irmã Dulce: sem ter onde abrigar 70 pessoas doentes que retirava das ruas, a futura santa transformou o galinheiro do convento de Santo Antônio em um abrigo. O lugar, em 1960, se transformou no Hospital Santo Antônio, um dos maiores do Nordeste brasileiro.

O Anjo Bom da Bahia viveu até os 77 anos. Morre em 13 de março de 1992, em Salvador.

Fonte: UOL e Agência Brasil.

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