Saúde: Ômicron, nova variante da COVID, dispara alerta a nível mundial

A descoberta de nova variante do coronavírus fez os países se apressaram em suspender as viagens para o sul da África.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que essa nova variante , chamada Ômicron, pode se espalhar ainda mais rápido do que as outras formas conhecidas. E estudos indicam que o risco de reinfecção é grande.

Especialistas afirmam que as restrições às viagens podem ser inúteis para impedir que essa variante circule globalmente. As novas mutações foram descobertas na África do Sul e, desde então, já foram detectadas na Bélgica, Botswana, Israel, Hong Kong e Brasil.

Os dois primeiros casos dessa nova variante, no Brasil, foram confirmados em São Paulo pela Secretaria de Saúde do Estado. A confirmação saiu nesta terça (30).

Esses dois primeiros casos de Ômicron (B.1.1.529) são de um homem de 41 anos e uma mulher de 37, provenientes da África do Sul. Diante do diagnóstico positivo, o casal foi orientado a permanecer em isolamento domiciliar. Ambos estão sob monitoramento das Vigilâncias estadual e municipal de São Paulo, juntamente com os respectivos familiares.

Podem levar semanas para os cientistas entenderem as mutações dessa nova variante e confirmarem se as vacinas e os tratamentos existentes são eficazes contra ela. Ômicron é a quinta variante de alerta vermelho designada pela OMS.

Esta nova variante do vírus COVID-19 é muito preocupante. É a versão mais mutante do vírus que vimos até hoje “, diz Lawrence Young, virologista da Universidade de Warwick na Grã-Bretanha.

“Algumas das mutações que são semelhantes às mudanças que vimos em outras variantes preocupantes estão associadas a uma maior transmissibilidade e à resistência parcial à imunidade induzida por vacinação ou infecção natural”, afirma Lawrence.

Vários países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Índia, Japão, Israel, Turquia, Suíça e os Emirados Árabes Unidos já endureceram as restrições às viagens.

Richard Lessells, especialista em doenças infecciosas baseado na África do Sul, mostrou-se frustrado com as proibições de viagens. “O foco deveria estar em vacinar mais pessoas em lugares que têm dificuldade para ter acesso a vacinas suficientes”, diz Lessells.

Desde que foi identificado pela primeira vez, há dois anos, na China, o Coronavírus infectou 260 milhões de pessoas e matou 5,4 milhões.

Ben Cowling, da Universidade de Hong Kong, afirma que “essa variante já está em outros lugares. Se fecharmos as portas agora, será tarde demais”.

A Anvisa, agência reguladora de saúde brasileira, recomenda que viagens para alguns países africanos sejam restritas. O presidente Jair Bolsonaro rejeitou essas medidas.

Só para lembrar, o Brasil tem o segundo maior número de mortes causadas pelo Coronavírus, no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Fonte: Reuters

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